Minha visão

Motivação e conceitos envolvidos no trabalho de um psicólogo

O que acontece num determinado momento da vida em que sentimos uma necessidade de mudar, buscar novos caminhos, mas que precisamos decider como essa mudança será possivel e então depara-se com a possibilidade de encontrar os porques. Muitas vezes encontrá-los parece impossível e então busca o profissional especializado em olhar para o ser humano e ajudá-lo a transformar-se, e assim, o quebra cabeça que foi criado começa a tomar forma.

É a possibilidade de transformação que a psicologia possibilita às pessoas e, consequentemente, ao mundo que me motiva e a possibilidade de compreender os seres humanos com um olhar sem pré conceito me orgulha de ter essa profissão.

Experiência Profissional

CRP 06 / 89281

Talita Borges Leao PUC Skinner psicologa Higienopolis
Estudei Psicologia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e iniciei minha carreira no hospital SOBRAPAR (Sociedade Brasileira de Pesquisa e Reabilitação Crânio Facial) especializado em cirurgia plástica voltada à deformidade crânio facial. Durante esse período, me envolvi com a abordagem Análise do Comportamento e entendi como era a atuação da psicologia à luz dessa abordagem. Atuei nesta instituição em psicologia hospitalar por três anos, especificamente em preparação pré operatória com crianças com deformidade; onde o principal tema eram as cirurgias ligadas a deformidades que incluíam inúmeras intervenções invasivas até tratamento pós operatórios complexos. Nesse contexto passei a realizar as entrevistas iniciais, que têm como escopo as boas vindas ao paciente e o acolhimento aos pais, num momento, em geral, muito delicado psicologicamente com o nascimento de um filho com uma deformidade.


Realizei também as avaliações da chamada Comissão de Prioridades, onde crianças sem nenhuma deformidade, mas que eventualmente sofriam preconceito por alguma característica estética (bullying), em geral na escola, eram encaminhadas para cirurgia. Essas avaliações envolviam a definição do grau de sofrimento de cada um envolvido, para posterior encaminhamento cirúrgico. Iniciei também meus primeiros casos clínicos voltado para as pessoas que tinham mais dificuldades em lidar com os problemas da aparência resultantes das deformidades. Ainda dentro da SOBRAPAR tive a oportunidade de desenvolver um treinamento com um grupo de enfermagem para trabalhar e desenvolver relacionamento interpessoal, motivação e clima organizacional.

Depois do tempo trabalhado diretamente na SOBRAPAR, deixei minha contribuição no Hospital e Maternidade Celso Pierro, Hospital da PUC de Campinas. Nesse hospital atuei na UTI Pediátrica. Aqui o trabalho exigia lidar com as dificuldades da perda de pacientes e a transmissão das notícias difíceis aos pais/cuidadores. Esse trabalho também incluía a intermediação entre a equipe médica e a família. Nesse mesmo período atuei na clínica de psicologia da PUC-Campinas como analista do comportamento com uma grande variedade de casos de diferentes idades que me ajudaram muito no desenvolvimento dessa atuação. Realizei tanto atendimentos individuais como em grupo. Além de trabalhar na clínica da PUC, também atuei com adolescentes em um centro comunitário de Campinas. Depois da graduação, iniciei uma especialização no Núcleo Paradigma em Psicologia Clínica Analítico Comportamental, e outra no InCor (Instituto do Coração da Faculdades de Medicina da Universidade de São Paulo) sobre psicologia hospitalar. Juntamente com as duas especializações, iniciei um trabalho clínico, trabalho que faço até hoje em consultório próprio. Em paralelo ao consultório, desenvolvo um trabalho com pessoas hospitalizadas, que vivem um momento de instabilidade emocional diante de um acidente, da descoberta de uma doença e também a dificuldade de permanência no hospital. Para esse trabalho, a solicitação pode partir de pacientes e/ou familiares, que também farão parte do tratamento psicológico. Alguns casos, quando recebem alta, continuam a terapia clínica para uma adaptação às mudanças que a doença trouxe para a sua vida.

Trago também experiência corporativa de alguns anos de trabalho e dedicação em uma empresa privada de representação e distribuição de uma marca italiana mundialmente difundida de máquinas para supermercados, restaurante e padarias. Durante esse período me desenvolvi nas áreas administrativa e de recursos humanos. Recentemente realizei duas formações em coaching, sendo uma específica para psicólogos. Pude assim, diversificar meus conhecimentos e me habilitar em mais uma modalidade de promoção de bem-estar do indivíduo. Com os clientes de consultório e as demais atividades que venho desenvolvendo nos últimos anos, comecei a me dedicar também na prevenção e não apenas no tratamento. Diante disto, desenvolvi um projeto de orientação profissional para que os adolescentes de forma consciente olhem para o futuro e escolham uma carreira.

Psicologia

Psicologia Clínica

Talita Borges Leao Higienopolis
O ambiente terapêutico é um lugar acolhedor e seguro para que adultos, adolescentes e crianças sintam-se confortáveis para falar sobre suas vidas, contar suas histórias, medos, desejos e buscar por mudanças e conquistas. Independente da faixa etária, a terapia será um espaço para olhar para si, identificar as habilidades a serem reforçadas e as dificuldades a serem desenvolvidas.

A psicoterapia tem atualmente uma gama enorme de atuação e independente dos motivos que trouxeram o indivíduo a procurar esse serviço, este tem como objetivo a promoção da saúde, equilíbrio e conquistas. Auxiliá-los a encontrar suas respostas e superar dificuldades. O psicoterapeuta ainda hoje é mais procurado quando o indivíduo apresenta problemas, dificuldades, transtornos ou algum tipo de queixa. Embora o tratamento seja uma vertente de trabalho do psicólogo, este também atua visando prevenção. Para essa modalidade, o psicoterapeuta precisaria ser contatado por pessoas que queiram ampliar autoconhecimento, para se preparar para um momento de mudança e de escolha, ou seja, buscar a terapia para um fortalecimento, desenvolvimento de habilidades e como um ambiente em que poderá discutir sobre questões pessoais, para encontrar os melhores caminhos e ser mais consciente sobre si e seu futuro.
O objetivo psicoterapêutico, seja ele preventivo ou tratamento, será o mesmo com as diferentes faixas etárias, porém o manejo das sessões é diferente. Com crianças é feito ludoterapia, pois entende-se que por meio do brincar o ambiente torna-se mais acolhedor e a criança consegue se expressar melhor. Tanto em adolescentes como para adultos, a terapia é feita por meio de conversas (comportamento verbal), embora utilize-se o mesmo método, geralmente a linguagem utilizada é diferente. Com os adolescentes, em alguns momentos, é comum também utilizar algumas atividades como jogos, colagem e outros, pois isso pode ajudar com que eles desenvolvam ainda mais seu raciocínio e facilite sua expressão.

Durante a psicoterapia, ocorre um processo de aprendizagem que preparará o indivíduo para superar futuros desafios e dificuldades ao longo da vida sem depender da psicoterapia. Aprenderá a olhar para si e encontrar as soluções para possíveis dificuldades. Embora exista essa aprendizagem, muitos temem uma possível alta, porém essa só ocorrerá com clientes que estejam realmente preparados para esse momento e será feito de forma gradativa, sem um encerramento brusco.

Psicologia Hospitalar

Talita Borges Leao Higienopolis
O Psicólogo Hospitalar iniciou sua atuação a partir de uma nova concepção de saúde e doença, além de um olhar biopsicossocial do paciente. Neste momento percebeu-se que as emoções podiam afetar o processo de cura e reestabelecimento. Sendo assim, os médicos passaram a ter psicólogos em suas equipes e atualmente muitos hospitais possuem este profissional em seu quadro de funcionários.

A atuação com o paciente visa entender o sofrimento diante de possíveis consequências da patologia, como sequelas e as dificuldades mediante a própria hospitalização, além de alterações do estado emocional em decorrência desta. Essa atuação também trabalha na adesão ao tratamento, preparação para eventos invasivos e o planejamento para possíveis mudanças que terão após a alta. O psicólogo, quando necessário, intermediará a comunicação do paciente com todos da equipe para amenizar possíveis dificuldades de convivência.

Os familiares/cuidadores também serão atendidos, pois em geral estão fragilizados diante da hospitalização de um ente querido, do diagnóstico e riscos que este paciente pode estar vivendo. Além disso, embora possam estar sofrendo, é fundamental que os familiares/cuidadores entendam e participem do processo da hospitalização e colaborem com o tratamento e cuidados ao paciente. Eles, em geral, são muito importantes neste processo, para que os pacientes se sintam amparados nesse momento difícil. Além de serem pessoas essenciais para ajudar nos cuidados necessários quando estiverem de alta.

Nos casos em que os médicos informam aos pacientes sobre uma doença grave e sequelas de difícil aceitação, ou mesmo aos familiares um eventual óbito, o psicólogo acompanha o momento da notícia para dar um suporte emocional. Acolher os pacientes e familiares e trabalhar com uma escuta empática. Os psicólogos também realizam avaliações em casos específicos, como redução de estômago, realização de cirurgia estética, transplante, entre outros. As avaliações são feitas para auxiliar os médicos em como os pacientes reagirão diante do procedimento: se irão aderir ao rígido pós-operatório e também em casos de transplantes se o paciente pertence ao grupo de risco com a possibilidade de perda do procedimento. Essas avaliações são extremamente importantes, pois em alguns casos, se os pacientes não estão preparados, seja para o processo pós-cirúrgico, a nova feição e mesmo por uma eterna insatisfação pessoal no caso da cirurgia plástica, existirá risco de morte, por uma questão física ou psicológica.

O ingresso nas equipes médicas deste profissional representa a preocupação com as emoções dos pacientes e o respeito às dificuldades diante de um diagnóstico que poderá abalar o paciente por um momento específico, mas também poderá trazer mudanças para o resto de suas vidas. Além de identificarem o quanto os pacientes estão preparados para algumas intervenções para que alguns riscos sejam minimizados.

Análise do Comportamento

Talita Borges Leao Psicologia Higienopolis
A Análise do Comportamento é uma abordagem relativamente nova da Psicologia, iniciada no século XX com Burrhus Frederic Skinner, que teve seu interesse despertado pela psicologia ao conhecer os estudos de Ivan Pavilov (condicionamento e reflexo condicionado) e John Watson, considerado o fundador do Comportamentalismo, teoria mais conhecida no Brasil pelo neologismo Behaviorismo.

Watson acreditava que era necessário fazer da psicologia uma ciência geral do comportamento e considerava como objeto de estudo apenas comportamentos observáveis, sendo assim, mente, consciência e subjetividades não eram contemplados em sua pesquisa. Sua teoria neste momento era denominada de Behaviorismo Metodológico. A partir disso, Skinner aprofundou-se em estudos do comportamento humano e desenvolveu sua própria teoria que denominou de Behaviorismo Radical. Embora tenha partido de uma mesma premissa que Watson, pois acreditava ser possível criar uma ciência do comportamento e que a psicologia podia ser uma ciência, preocupava-se em desenvolver termos e conceitos que pudessem ser explicados cientificamente, não se limitando a entender os métodos das ciências naturais do comportamento.

Skinner, ao desenvolver sua teoria, não fez uma diferenciação entre comportamentos observáveis e não observáveis, como era feito no Behaviorismo Metodológico. Considerava sentimentos, pensamentos, sensações, entre outros, como comportamentos encobertos, não visíveis por outra pessoa. Contudo é importante entender que para esta teoria, sentimentos, sensações, e afins, não são considerados causa, ou seja, não são explicações para um comportamento, pois são, eles próprios, comportamentos e por isso objeto de estudo. Quando Skinner define os comportamentos encobertos, ele rompe com o dualismo mente - corpo, visão adotada por diversas abordagens da psicologia, e passa adotar o monismo. Este torna-se um dos motivos por ter considerado sua teoria como radical.

Outro motivo para a utilização desse termo era a menção ao fato de que não aceitaria uma explicação considerada por ele simplista para a compreensão de comportamentos. Entendia que, para ser possível uma análise com bom embasamento, era necessário entender a raiz do problema, ou seja, se aprofundar e entender com detalhes o que leva um individuo a se comportar como tal. Para exemplificar: não pode ser aceito a descrição de que alguém não consegue falar em público ou dar aulas por ser uma pessoa tímida. É necessário entender melhor as relações desta pessoa com o seu meio e suas sensações, para somente assim, com uma análise detalhada, poder ajudar.

O Behaviorismo Radical é entendido como uma filosofia que embasa a ciência do comportamento e a aplicação dessa teoria é denominada Análise do Comportamento. Essa abordagem tenta entender o indivíduo a partir de sua interação com o seu ambiente e define o conceito de ambiente como o mundo físico (coisas materiais), mundo social (interação com outras pessoas), história de vida pessoal e a interação consigo mesmo. Sendo assim, para entender cada individuo, leva-se em consideração sua história filogenética (herança genética), ontogenética (história pessoal de desenvolvimento e aprendizagem) e a cultura a qual está inserido. Os seres humanos e seus comportamentos são vistos como únicos e complexos, não se generaliza queixas em relação ao tratamento, pois não se pode dizer, por exemplo, que todos que sofrem de depressão possuem a mesma relação de causa-efeito. De forma simplista, o analista do comportamento olha cuidadosamente para cada história para entender como os comportamentos foram reforçados e estabelecidos, e assim trabalha em busca da mudança em prol do bem-estar. Ao longo dos anos, novos trabalhos foram surgindo dentro desta abordagem, porém os conceitos de Skinner são mantidos como base para novas modalidades de atuação.

Orientação Profissional

Talita Borges Leao Psicologia Higienopolis
A orientação profissional é um processo de extrema importância para os adolescentes e vai além da escolha de uma profissão, embora esse seja o objetivo final. A adolescência é uma etapa de muitas mudanças e a escolha de uma profissão não deixa de ser uma delas, já que neste momento o adolescente se depara com uma escolha que trará consequências em diversos aspectos de sua vida.

Diante de uma escolha tão importante, o processo de orientação profissional envolve tomada de decisão. Para que isso seja possível, trabalha-se autoconhecimento para entender as habilidades, dificuldades, desejos e metas. Estes temas permitem que as escolhas deixem de ser aleatórias e passem a ser feitas por meio de reflexão sobre si e as possíveis consequências que terão diante de cada opção de futuro e profissão.

A adolescência também é uma fase em que os amigos e a família têm grande peso nas decisões, mas é importante identificar se com essas influências o adolescente deixa de refletir sobre o que é relevante segundo suas habilidades e desejos, pois se isso estiver acontecendo, a escolha profissional pode estar sendo feita de forma errônea. Sendo assim, a orientação profissional permitirá que os adolescentes aprendam a olhar para si, descubram suas habilidades e dificuldades e reflitam sobre suas decisões com base em informações adquiridas e reflexões realizadas ao longo do processo para a escolha consciente de uma profissão.

Embora a orientação profissional, nos últimos anos, tenha tido maior ênfase com os adolescentes, não significa que estes sejam os únicos aptos a realizar o processo. A orientação profissional pode ser feita com pessoas de qualquer idade, basta haver interesse em descobrir uma carreira ou uma profissão. Pode ser feita para auxiliar a primeira escolha ou em escolhas posteriores, quando a primeira escolha não tenha sido bem-sucedida.

Para os adultos, seja na primeira escolha ou outra escolha, também é fundamental o processo de autoconhecimento, pois a dificuldade geralmente está associada ao pouco conhecimento pessoal e também a falta de informação sobre as carreiras e a realidade do mercado de trabalho. A orientação profissional permitirá que as pessoas aprendam a olhar para si, descubram suas habilidades, potencialidades e dificuldades e reflitam sobre suas decisões com base em informações adquiridas e reflexões realizadas ao longo do processo para a escolha consciente de uma profissão.

O projeto:


O processo de Orientação Profissional pode ser realizado tanto individual quanto em grupo (até 6 pessoas) com duração de 12 encontros. É desenvolvido por meio de testes psicológicos, atividades e muita conversa em que a pessoa é estimulada a realizar escolhas preocupadas com as consequências no âmbito pessoal e na realidade do mercado de trabalho, ou seja, uma escolha profissional consciente para um futuro de sucesso.

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